Durante
um seminário apresentado numa convenção de revendedores de veículos, um dos
oradores deu o seguinte conselho aos gerentes de vendas: “Tudo o que vocês têm
que fazer para sair de um período de marasmo nas vendas é ensinar seu pessoal a
repetir com mais frequência o bom desempenho que eles mesmos já demonstraram.”
O
orador colocou em cena um problema intrigante: “O que leva os membros da equipe
a esquecer de suas próprias vitorias e as habilidades que os tornaram grandes
vendedores?”
O
Dr. Norman Vincent Peale certa vez disse que todo problema contém a semente da
própria solução. Interpretando a frase por outro angulo, podemos afirmar que
todo sucesso carrega a semente do próprio fracasso.
As
pessoas tendem a acreditar que o sucesso só pode gerar mais sucesso, mas a
verdade é que ele também pode levar à autocomplacência e a arrogância,
reduzindo assim o impulso competitivo. E, quando ele chega rápido demais, pode
partir com a mesma rapidez. Lembro-me do caso de um vendedor que, em apenas um
ano, ganhou 1 milhão de dólares em comissões. Quatro anos depois, ele mal
chegou aos 30 mil dólares e perdeu a casa, a família e o amor-próprio.
Na
época em que ganhou 1 milhão, centenas de pessoas o procuravam, ansiosas por
conhecer sua história de sucesso. Passado tão pouco tempo, só os credores
tinham interesse nele.
Charles
Givens, autor de Wealth Without Risk (riqueza com risco), uma vez disse que só
depois de perder tudo o que possuía (ele foi da riqueza à miséria duas vezes)
percebeu que é mais fácil ganhar dinheiro do que mantê-lo. Parece evidente que
atingir o sucesso é muito menos desafiador do que permanecer nele.
Existem
muitos vendedores que vencem, ano após ano, o desafio do sucesso contínuo. Um
bom exemplo é Zig Ziglair, provavelmente o treinador em vendas mais conhecido
nos Estados Unidos nos dias de hoje. Zig se mantém em excelente forma física,
escreve um Best-seller após o outros, e ainda produz programas de treinamento
em áudio e vídeo cada vez mais interessantes. Nos últimos 35 anos, Zig tem sido
um modelo de crescimento continuo e sucesso.
Há
três fatores que, em conjunto, fornecem a matéria-prima para perpetuar o
sucesso:
- a conscientização das leis do sucesso;
- o compromisso com o crescimento continuo;
- a disposição para continuar aprendendo e aprimorando suas qualificações.
Erik
Erikson caracterizou o conflito básico do crescimento como um embate entre a
criatividade e a estagnação. A estagnação leva ao enfraquecimento de nossas
habilidades. As pessoas que se deixam estagnar tornam-se tão autocentradas que
acabam não querendo ou não conseguindo aceitar novos desafios. Constroem a
ilusão de ter “chegado lá” e se acham no direito de serem seguidas e admiradas.
A
criatividade, por outro lado, é o impulso de renovação, é a ânsia por
crescimento e a necessidade de se atingir o próximo estagio. Enquanto a força
da criatividade nos faz avançar e crescer; a estagnação interrompe o
crescimento e leva a decadência.
Sabemos
que há limites para o crescimento, assim como o desgaste de nossas habilidades
só pode ser impedido até certo ponto.
As
pessoas que aprenderem a dar continuidade ao próprio sucesso souberam ignorar
limites e se concentrar nas oportunidades.
Somente
quando nos mantemos sintonizados nas novas oportunidades conseguimos
percebê-las e aproveita-las. Um sábio uma vez disse que há apenas uma opção.
“Se você quer roçar a vida adiante, é melhor incluir o crescimento em seus
planos”.



Nenhum comentário:
Postar um comentário